Ajustando após perda gestacional ou natimorto: recursos e autocuidado
Aprender a viver depois de uma perda gestacional leva tempo. Aceitar o que aconteceu não significa que estava tudo bem. Significa que você sabe que é real e aprende a conviver com ele.
A vida pode parecer diferente do que você esperava. Tudo bem se sentir uma pessoa diferente agora. Vá no seu próprio ritmo.
A importância do apoio
Você não precisa passar por isso sozinho.
Você pode optar por se apoiar em:
- Amigos
- Família
- Comunidade
- Fé ou apoios culturais
Você pode decidir o que compartilhar e com quem.
Algumas pessoas encontram suporte através de:
- Um terapeuta
- Grupos de apoio à perda gestacional, natimorto ou luto
- Medicação (converse com sua equipe de atendimento)
- Livros, podcasts ou comunidades on-line
Muitas pessoas utilizam mais de um tipo de suporte.
Dicas de autocuidado
Lembrando sua gravidez
Algumas pessoas encontram conforto em honrar sua gravidez de uma maneira especial.
Você pode optar por:
- Mantenha as lembranças em uma caixa de memória (nossa clínica pode lhe dar uma)
- Acenda uma vela
- Plante uma árvore ou flores
- Escreva um bilhete ou carta
- Crie um pequeno ritual que pareça certo para você
Não há uma maneira certa de lembrar.
Compartilhe sua história
Contar sua história pode ajudá-lo a se curar. Você pode compartilhar:
- O que aconteceu
- Como você se sentiu
- O que você esperava
- O que essa experiência significa para você
É possível:
- Anote aí
- Diga a alguém em quem você confia
- Fale com um conselheiro
Sua história pertence a você.
Estabeleça metas pequenas e reais
Seja gentil consigo mesmo. Seu corpo e mente passaram por muita coisa.
- Fazer refeições regulares
- Água potável
- Dormir quando puder
- Tomar banho e escovar os dentes
- Fazendo uma curta caminhada
- Ouça seu corpo
Em alguns dias, basta um simples autocuidado.
Arrume tempo para o luto
A vida pode parecer agitada e barulhenta. Definir um tempo de silêncio para sentir seu luto pode ajudá-lo a se sentir menos pesado.
Você pode:
- Escrever em um diário
- Chorar
- Ouvir música
- Ler poemas
- Ore ou reflita
- Escreva uma carta para a sua gravidez
Faça o que lhe parece certo.
Faça coisas que tragam pouca alegria
Pode parecer estranho sentir alegria durante o luto, mas ambos podem existir ao mesmo tempo.
Algumas pessoas gostam:
- Movimento suave
- Tempo com animais de estimação ou entes queridos
- Estar fora
- Ajudar os outros
Você ainda merece momentos de conforto e alegria.
Estabeleça limites
Proteja sua energia e sentimentos. Você pode escolher:
- Não comparecer a eventos relacionados ao bebê
- Quanto você compartilha sobre sua perda
- Quando você precisa de descanso ou sossego
Você não deve a ninguém a sua história.
Mantenha uma rotina simples
Uma rotina diária pode ajudá-lo a se sentir firme e com os pés no chão. Uma estrutura simples pode apoiar hábitos saudáveis como comer, dormir e se movimentar.
Passe um tempo fora
A natureza pode ajudar a acalmar o corpo e a mente. O ar fresco, a luz solar e o movimento podem apoiar a cura.
Expressão Criativa
Fazer arte pode ajudar a expressar sentimentos quando as palavras são difíceis. O tempo criativo pode ser calmante e curativo.
Isso pode incluir:
- Desenho ou pintura
- Escrever
- Música
- Crafting
- Dança
Recursos
Encontre grupos de apoio e conforto após natimorto ou perda gestacional
Obtenha ajuda agora para sua saúde mental
Livros
- At a Loss, de Donna Rothert
- Birth Story Held for Loss, de Emily Souder
- Berço Vazio, Coração Partido, de Deborah L. Davis
- It's OK That You're Not OK por Megan Devine
- Seu Guia para Aborto Espontâneo e Perda Gestacional, pela Dra. Kate White
Alguns livros podem estar disponíveis através do seu profissional de saúde.
Aplicativos móveis e podcasts
- Pregnancy After Loss Support (PALS): Autocuidado, grupos, aplicativo móvel
- O Luto Alegre
- O terapeuta do aborto espontâneo
- Nossas histórias do TFMR
- Irmãs em Perda
- A pior gangue de meninas de todos os tempos
Livros para Crianças
- A Corda Invisível, de Patrice Karst
- No New Baby, de Marilyn Gryte
- Íamos ter um bebê, mas tínhamos um anjo, de Pat Schwiebert